domingo, 20 de fevereiro de 2011

Maníaca'

A calada da noite, como um ser invisível, para os meros mortais, venho vagar pelas ruas vazias desta cidade zumbi.
Vago em busca de um vivente, procurando ceifar o número máximo de almas para saciar meus anseios, por sangue.
Ouço o doce tilintar das gotículas, a cair em torno da minha foice, banhando toda aquela carnificina putrida. Banhando com o sangue de uma virgem, um corpo cheio de pecados.
Antes do doce-amargo do orvalho, reluzir o brilho sombrio do Sol, perfurando a imensidão da noite, corro para um portal de uma caverna.
Abrigo-me em toda uma escuridão confortante, espero com entusiasmo a música parar, para voltar a ceifar.
As sombras e nas sombras são o meu leito e o meu deleito da morte.

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